Resolvi que ficarei quieto. Sem divulgações. Como um diário escondido em uma gaveta sem chaves. Quem o abrir que o faça com a consciência do acesso ritual a uma intimidade velada.
Uma caixa preta, uma luva de boxe, uma garrafa poética jogada ao mar, pequenas pedras caindo no rio calmo e, quem sabe, acionando concentricidades. Processo de “criação literária” (ou talvez não) sui generis e desprovido de maiores conceitos a respeito de si mesmo. Um lugar, um entre-lugar, um espaço cibernético cujo destino é absolutamente (o) inesperado. Um registro de pensamentos sobre quaisquer coisas. Um exercício de liberdade de expressão. Um lugar cinicamente neutro. De uma neutralidade comprometedora. Uma camada neutrínica. Um subterfúgio de “reflexidões”!
